Anti-Aging – Terapia Hormonal para a Longevidade

Instituto de Estudos Interculturais e Transdisciplinares, Campus de Almada

Licenciatura em Motricidade Humana
Relatório Final, 16 de Junho de 2017.

Orientador: Professor Doutor Luís Silva
Orientando: David Araújo

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1. Índice

Agradecimentos III
Resumo IV
Problema V
1. Introdução 1
2. Enquadramento 2
2.1 O que é a Hormona do Crescimento 2
2.2 Hormona do Crescimento Vs. Excesso de Peso 3
Hidratos de Carbono Complexos 6
Fontes de Proteína Magras 6
Nutrição Pós-treino – Aminoácidos 7
2.3 GH e IGF-1 no Fitness 10
2.4 Preocupações com a saúde – componente física, psicológica e social. 12
2.5 Dosagem e monitoramento HC 13
2.6 Processo de Envelhecimento e Terapia Hormonal 14
2.7 Entrevista com Mr. Jeya Prakash 15
3. Método 17
3.1 Caracterização do Estudo 17
3.2 Critérios de Inclusão 18
3.3 Apresentação de Resultados 19
4. Discussão 22
5. Conclusão 23
6. Bibliografia 24
7. Anexos 27

Agradecimentos

Agradeço ao Universo pelas Oportunidades.

Ao Instituto de Estudos Interculturais e Transdisciplinares (ISEIT), Campus Universitário de Almada, pelo acolhimento, apoio nas diversas iniciativas do foro académico ao longo de todo o percurso, amizade e ensino, características fundamentais para a minha formação enquanto profissional e pessoa.

Na elaboração deste estudo faço questão de deixar um agradecimento profundo ao meu orientador, Professor Doutor Luís Silva, pelo seu profissionalismo, críticas construtivas, confiança depositada e acompanhamento disponibilizado ao longo de toda a investigação.

Ao Professor Doutor Fernando Viera, pelo mentoring durante o meu percurso académico, pela exigência nos diversos campos do saber e colaboração ativa no decorrer dos vários desafios desta etapa caracterizada pela sua índole eclética.

Aos meus pais, Anabela Araújo e Victor Araújo, pelo exemplo de vida e dedicação, pelo apoio incondicional, pela mensagem de força e liderança, pela perseverança transmitida e por estarem ao meu lado desde início na concretização de um sonho, a inauguração do meu primeiro ginásio.

Ao meu irmão, pela imensurável amizade que nos une, pelo apoio ao longo deste percurso e por estar sempre a meu lado em todos os objetivos que me proponho. Uma pessoa fundamental na minha vida!

Ao Dr. Manuel de Freitas, Diretor da 2020 Editora, que me convidou para o lançamento do meu primeiro livro ainda antes do término da tese, motivando-me no sentido da superação deste trabalho. Este desafio tornou-se numa motivação interior que me fez dar o meu melhor em cada capítulo.

Resumo

O envelhecimento e a sua associação à perda de algumas capacidades motoras tornou-se um desafio a ser ultrapassado pela ciência, em grande parte devido ao aumento dramático da esperança média de vida observado a partir da Segunda Guerra Mundial.

Nos países desenvolvidos, as pessoas com mais de 80 anos são o subconjunto de maior crescimento da população (Butler RN., 1997). Só nos Estados Unidos, a proporção da população com mais de 60 anos espera-se que passe de 35 milhões (12,4%) em 2000 para 71,6 milhões (19,6%) em 2030, e o número de pessoas com mais de 80 anos é projetado para aumentar de 9,3 milhões em 2000 para 19,5 milhões em 2030 (US Census Bureau international database).

Entre 2000 e 2030, a população mundial com mais de 65 anos deverá aumentar de 420 milhões para 973 milhões, sendo que a maior subida nos números absolutos ocorrerá nos países em desenvolvimento onde a população com mais de 65 anos aumentará cerca de 249 milhões em 2000 para cerca de 690 milhões em 2030 (CDC Public Health and Aging, 2003). Durante a segunda metade do século XX, foi observado um aumento médio de 20 anos na vida da população. Porém, espera-se aumentar mais 10 anos até 2050 em todo o Mundo (United Nations Report of the Second World Assembly on Aging, 2002).

Posto isto, a maior prioridade no futuro das pesquisas no campo do envelhecimento deverá ser melhorar o “envelhecimento saudável”, e assim reduzir o número de anos que os idosos passam com alguma patologia ou fragilidade, mantendo-se independentes por mais tempo. Uma das principais causas de disfunção e deficiência em idosos passa pela perda de massa e força muscular (Sarcopenia). Este artigo analisa alguns dos aspetos positivos e negativos da hormona do crescimento na longevidade.

Problema

O nosso corpo é o reflexo da nossa genética, estilo de vida e hábitos diários. Desde a tonalidade da pele, condição cardiorrespiratória, evidência muscular, predomínio de massa magra, cor dos olhos ou mesmo pelo aspeto do cabelo e unhas (Al-Qawasmi R. A. et al., 2003). É por ser possível utilizar a genética a nosso favor, que nasce a área do Anti-Aging ou Medicina Regenerativa.

A deficiência de hormona de crescimento orgânica (GH) em adultos resulta em muitas mudanças adversas, semelhantes às mudanças que ocorrem nos seres humanos com o decurso do tempo. A secreção de somatotropina pela hipófise anterior diminui com o aumento da idade e esta observação, juntamente com as alterações na composição corporal leva a crer que os idosos mesmo sem qualquer doença hipotálamo-pituitária têm défice de GH. O impacto da doença orgânica do eixo hipotálamo-pituitário em idosos pode resultar numa redução na secreção de GH de até 90%, redução essa que é suficiente para causar também uma queda na concentração sérica de IGF-1 (Finkelstein et al, 1972).

Começa a existir alguma consciencialização sobre o que será um modo de vida saudável e sustentável para todos, com vista à longevidade, bem-estar e sucesso pessoal. É uma realidade e embora estejam ainda presentes alguns postulados genéricos sobre o que será isso de vida saudável, pretendemos fomentar toda uma postura de pró-atividade perante os desafios e o conhecimento. Para isso é pertinente referir, não só a importância de um estilo de vida saudável para o corpo mas também de um estilo de vida em que a programação mental para o sucesso seja levada em consideração (Robbins T., 2015). Adiante teremos oportunidade de aprofundar sobre cada um dos patamares referenciados pela ciência como fulcrais quando o assunto é longevidade.

1. Introdução

Segundo a Médica Dermatologista Dra. Susan Evans, refere logo na primeira página de um artigo lançado em 2016: “The definition of anti-aging is to delay, stop or retard the aging process. Our bodies are made of cells, and aging occurs when there is cell death. As an infant, child and young adult, our body’s cells are strong, resilient and can make new cells. As the years advance, our body’s ability to generate new cells diminishes, cell death occurs, and the aging process ensues.”

Com o decorrer do tempo, começaram a evidenciar-se cada vez mais padrões de sucesso comuns ao tema longevidade. Foi então que um grupo de investigadores do National Geografic, liderado por Buettner D. foi em 2004 para o terreno compreender o comportamento de alguns dos povos com maior esperança média de vida do Mundo. Estão eles situados na Sardenha – Itália, nas ilhas de Okinawa – Japão, no Loma Linda – Califórnia, na Península de Nicoya – Costa Rica e na Icária – Grécia, e foram alvo de estudo pelos seus hábitos capazes de promover maior vitalidade que aquilo que é comum verificarmos mundialmente. Serão desenvolvidos alguns desses parâmetros adiante, na temática da “Hormona do Crescimento Vs. Excesso de Peso”, referindo fatores que podem contribuir ativamente para a promoção de hábitos de vida mais saudáveis.

2. Enquadramento

2.1 O que é a Hormona do Crescimento

A importância das diversas hormonas no metabolismo corporal é um facto conhecido já há bastante tempo, porém, uma das hormonas mais estudados pela ciência é a hormona do crescimento (GH) (Lange, 2004), também conhecida como somatotropina ou hormona somatotrófica e é a mais abundante secretada pela adeno-hipófise (Baumann, 1991). Dois genes principais estão relacionados com a síntese da hormona do crescimento: o gene normal da GH (GH-N ou GH-1, growth hormone-normal gene), expresso na hipófise, e o gene variante da GH (GH-V ou GH-2, growth hormonevariant gene) expresso na placenta e detectável na circulação somente durante a gravidez ou lactação (Baumann, 1991; Strobl, Thomas, 1994). Na sua forma principal, a GH contém 191 aminoácidos e pesa 22 kilodaltons (kDa) (Strobl, Thomas, 1994).

Ainda permanecem controversos e desconhecidos alguns aspetos fisiológicos relativos a este tema, como os fatores que regulam a sua síntese, os mecanismos de ação e os efeitos no metabolismo proteico e lipídico. Ainda assim, é consensual que o exercício físico aparece como um potente estimulador da síntese da GH (Gomeset al., 2004). Fatores como intensidade (Hoffman et al., 2003), volume e frequência (Mulligan, Fleck, Gordon, 1996) podem influenciar a concentração de somatotropina no sague. A presente análise tem como objetivo contribuir com informações sobre a ação desta hormona, os seus principais fatores de regulação e os mecanismos que podem influenciar o seu efeito na longevidade.

2.2 Hormona do Crescimento Vs. Excesso de Peso

Estudos mostram que nos casos de uma deficitária produção de hormona do crescimento, a sua reposição pode favorecer a lipólise, reduzindo especialmente a quantidade de gordura abdominal, bem como o volume dos adipócitos. Entretanto, mais estudos são necessários (Cuneo et al., 1991; Lange, 2004). Observou-se ainda efeitos indicativos de lipólise com a administração de GH em indivíduos saudáveis. Gravholt et al. (1999) verificaram que a utilização de GH promoveu aumento na lipólise do tecido adiposo subcutâneo das regiões abdominal e glútea. Lange et al. (2002) também observaram que a mobilização de ácidos gordos livres (AGL), glicerol e lactato, em indivíduos saudáveis submetidos a exercícios físicos aeróbios, foi potencializada com a administração aguda de 7,5 UI de GH.

Neste ponto torna-se crucial referir a importância de uma adequada inserção da atividade física nas escolas, logo desde cedo. As crianças precisam ser estimuladas e de começar desde novas a desenvolver competência motoras que lhes permitam sustentar um estilo de vida próspero (Piccolo, 1993). Quando nascemos, a nossa produção de hormona do crescimento está no seu auge, por isso podemos notar um crescimento tão acentuado em bebés e crianças, em contrapartida com adultos que já atingiram esse ponto de maturação. Ainda assim, existe tratamento com hormona do crescimento para crianças nascidas com baixa estatura – pequenas face à idade gestacional (PIG) – e visa aumentar a velocidade de crescimento, assim como normalizar a altura durante a infância, a adolescência e a vida adulta. Em 26 de Julho de 2001, a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, aprovou o uso de hormona do crescimento sintética na dose de 66 μg/kg/dia, equivalente a aproximadamente 0,06 mg/kg/dia ou 0,2 UI/kg/dia, para crianças nascidas com estatura abaixo de –2.0 desvio-padrão (DP) e que não apresentaram recuperação do crescimento até aos 2 anos de idade (Donaldson M., 2001). Na Europa, a European Medicines Evaluation Agency (EMEA), em 2003, aprovou o uso na dose de 35 μg/kg/dia, equivalente a aproximadamente a 0,03 mg/kg/dia ou 0,1 UI/kg/dia, para crianças nascidas PIG com estatura abaixo de –2,5 DP e 1 DP abaixo do esperado para o alvo genético, que não apresentaram recuperação do crescimento até os 4 anos de idade (Chatelain P. et al., 2007).

Esses níveis hormonais sofrem várias oscilações até ao início da idade adulta, altura em que estabilizam (Papalia e Olds, 2000). Ao longo de toda esta fase: há crises de identidade, períodos onde a falta de confiança e de autoestima são mais acentuados, situações de maior impulsividade, existe toda uma panóplia de acontecimentos oriundos das acentuadas osculações hormonais que promovem alguma instabilidade, sobretudo na puberdade (Papalia e Olds, 2004). Muitas vezes, quando não existe uma correta intervenção nesta fase, verifica-se a emergência de situações em que o excesso de peso é evidente. E neste caso, onde estará o bem-estar e autoestima do jovem? Falamos de uma patologia que deve ser alvo de atuação, não só por parte da sociedade no geral, como dos profissionais de saúde em particular.

Aqui entra a presença do treinador ou professor, que deve conhecer a componente psicológica desta doença, tanto como a sua componente fisiológica com o intuito de perceber como atenuar tal debilidade física, motivando o aluno, tornando-o mais ágil e capaz a cada dia. Segundo Saba (2001), os profissionais que trabalham com o movimento humano não se podem restringir apenas à dimensão biológica-motora, devendo sim, entendê-lo como uma forma da expressão da cultura do indivíduo que realiza atividade desportiva, humanizando-o. Um acompanhamento fundamental perante o foco da longevidade! Contudo, quando falamos de prática desportiva e autoestima, torna-se impossível não abordar o tema da obesidade: uma doença grave, que condiciona o aparecimento de outras doenças crónicas debilitantes e potencialmente fatais. Quando em crianças e jovens, está associada a um risco de doenças cardiovasculares, que afetam a sua qualidade de vida.

Em Portugal, esta patologia atinge proporções alarmantes, verificando-se que este problema afeta uma percentagem cada vez maior de crianças e jovens (Carmo I. et al., 2008). Além das desvantagens ao nível da saúde, a sua vida social pode ser afetada, isto porque, pode ser despromovido de funções motoras essenciais na maior parte das práticas desportivas. Verifica-se inclusive casos de exclusão, devido a uma menor capacidade e aptidão física (Maddox, B. e Liederman, 1969). Porém, para além da influência genética, a principal causa do excesso de peso e da obesidade é o equilíbrio energético positivo devido ao excesso de ingestão calórica, ao inadequado dispêndio calórico, ou a ambos. O que leva a uma acumulação excessiva de gordura, falamos então de uma percentagem alta de massa gorda. Como tal, é importante a alteração de hábitos alimentares e a promoção da atividade física logo desde cedo.

É perfeitamente possível ultrapassar esta barreira do excesso de peso! Passa tudo pela criação de rotinas de exercício saudáveis que motivem a criança na sua execução, assim como um acompanhamento nutricional adequado (World Health Organization in 2004, the “Obesity and overweight”). O exercício físico quando devidamente conciliado pode trazer resultados benéficos para toda a vida, assim como formar adultos mais preparados e disciplinados num futuro próximo, falamos em muito mais que a capacidade de prevenção de inúmeras doenças, existe promoção da vitalidade. A obesidade só foi reconhecida como doença em 1985, tendo apenas sido encarada como doença crónica pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1987, trata-se de uma patologia que se reflete em largar escala na nossa sociedade devido à panóplia de doenças inerentes (U.S. Department of Heath and Human Services, 1998), que levam o Estado a comparticipar milhões de euros anuais em medicamentos para estas causas. Quando há uma intervenção de raiz e logo desde cedo, toda a sociedade sai beneficiada com isso.

Explicada esta visão, apresento no quadro seguinte um plano de treino prático, com as componentes que consideramos essenciais para que num meio natural e relaxante, como a praia ou um parque, possamos levar as crianças a estimular o seu metabolismo, praticar uma atividade física de modo entusiasta e com motivação para enraizar hábitos deste gabarito ao longo de toda a vida.

Para além de toda esta abordagem detalhada de doenças que possam advir da ausência de exercício físico, fizemos questão de referir alguns cuidados alimentares para a promoção de um estilo de vida mais saudável e consequentemente maior autoestima, terminámos ainda com uma conclusão peculiar, apresentando assim os pontos-chave que a criação de hábitos de exercício físico pode promover a cada um de nós, com especial ênfase, numa criança obesa.

A nossa motivação passa precisamente por ter a capacidade de criar em todos aqueles que me rodeiam um incentivo para praticarem atividade física pela saúde, afastando assim a prática unicamente por fins estéticos e o alastramento das patologias inerentes à inatividade. Comecemos essa abordagem por alguns hábitos que devem ser associados ao exercício físico, defendidos pelo American College of Sports Medicine entre outros autores adiante citados, por forma a garantir o sucesso de estudos desta categoria:

Hidratos de Carbono Complexos

De acordo com o Grupo de estudo da Insulinorresistência da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia (2009), para perder gordura é primordial controlar a quantidade de calorias ingeridas. Consumindo menos do que gastamos, iremos metabolizar as gorduras através do processo de gliconeogénese e consequentemente, perder peso. Os hidratos de carbono intervêm na liberação de uma hormona chamada insulina, que estimula o apetite e pode retardar a queima de tecido adiposo (Suyeon e Moustadid-Moussa, 2000). Deste modo, o primeiro passo quando o objetivo é verificar rapidamente resultados da prática desportiva na metabolização de gorduras, passa por reduzir as porções deste macronutriente, o que irá limitar a secreção de insulina na corrente sanguínea e a consequentemente acumulação de gordura. De referir ainda que a insulina é uma hormona antagónica à somatotropina, sendo que quando a primeira está muito elevada, a segunda tem tendência para diminuir.

Fontes de Proteína Magras

Seja para construir massa magra ou simplesmente manter a que já está desenvolvida, as proteínas têm um papel fundamental. Quando diminuímos a ingestão de calorias, o risco de perdermos massa muscular aumenta. Uma forma de manter a ingestão adequada de proteínas é escolher as fontes de proteína magras: devem conter o mínimo de gorduras e hidratos de carbono, em relação a outras fontes deste macronutriente. É essencial que exista um correto aporte de aminoácidos por forma a estimular o metabolismo e prevenir a perda de massa magra, sobretudo em idosos (Marcinik et al. 1991).

Nutrição Pós-treino – Aminoácidos

Melhorar a composição corporal por forma a aumentar a definição muscular não é tão simples como apenas comer menos. É preciso preservar a massa magra durante o exercício físico. O treino intenso acarreta consigo ganhos de massa muscular, desde que o corpo tenha os nutrientes que necessita. Já que os músculos ajudam na queima de gordura por acelerarem o metabolismo, neste cenário a refeição pós-treino torna-se um fator crucial. Durante o treino estamos a colocar o organismo num estado catabólico, o que pode ocasionar uma grande destruição de tecido estriado. Consumindo glícidos e aminoácidos o mais rápido possível após a atividade, ajudará a bloquear o catabolismo desencadeado (Tremblay MS, Chu SY., 2000).

Vegetais

Nas zonas onde de populações centenárias há o hábito vincado de ingerir muitos legumes e vegetais nas refeições diárias. Devido à sua composição rica em fibras, vitaminas e minerais, promovem maior sensação de saciedade (Wu X, Motoshima H., et al, 2003). O nosso sistema digestivo acaba por despender mais calorias na digestão destes alimentos, do que propriamente a quantidade neles presente.

Atividade Física

A ideia central neste é o fato de manter uma atividade física diária e constante. Este hábito vai manter o nosso metabolismo a funcionar de um modo mais otimizado e capaz de responder melhor à síntese de nutrientes. Nos regiões do Mundo onde se verifica maior longevidade, a população não se reforma, continua ao longo de toda a vida a praticar uma atividade intelectual e física, por vezes algo como ir até à igreja, cultivar a própria horta ou visitar um familiar dentro da mesma terra pode ser suficiente (Buettner D., 2004).

Comer mais vezes, menos porções.

Cada vez que comemos o metabolismo é acelerado. Logo, comer a mesma quantidade de 4 refeições, distribuída por 6, ajudará a melhorar a composição corporal. Especialmente se o consumo calórico for menor do que o usual, visto que na realidade estamos perante a mesma quantidade de alimentos, mas divididos por mais refeições (Haylie P., 2013).

Hidratação

Defendido por cada vez mais profissionais na área da saúde, uma regular ingestão de água pode ajudar a saciar e diminuir o apetite. Uma outra forma de acelerar o metabolismo é a utilização de extrato de chá-verde. Um estudo demonstrou que o “green tea extract” pode aumentar o metabolismo em até 4%, o que trará benefícios óbvios para a perda de peso e diminuição de gordura corporal. Ingerir 50-90mg de extrato de chá verde, três vezes ao dia, mostrou-se benéfico para este fim (Saito et al, 2006; Hughes et al, 2008). Há suplementos que facilitam o controlo desta quantidade, mas desenvolver o hábito diário de ingestão de uma chávena de chá já é por si só uma mais-valia.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (2006), esta prática reduz o risco de mortes prematuras, doenças do coração, acidente vascular cerebral, cancro de cólon, cancro da mama e diabetes tipo II. Atua na prevenção ou redução da hipertensão arterial, previne o ganho de peso (diminuindo o risco de obesidade), auxilia na prevenção ou redução da osteoporose, promove bem-estar, reduz o estresse, a ansiedade e a depressão. Com isto, está inerente:
• Reforça o Sistema Imunitário;
• Estimula os Crescimento Ósseo;
• Melhora a Postura;
• Diminui a Frequência Cardíaca de Repouso;
• Aumenta o Metabolismo Basal;
• Melhora a Coordenação Psicomotora;
• Melhora a Autoestima;
• Aumenta a Autoconfiança;
• Aumenta a Concentração;
• Aumenta a Estimulação Nervosa;
• Aumenta e Melhora a Capacidade de Comunicação.

Estas sugestões direcionadas para um público mais jovem são baseadas na evidente importância que nós temos nos seus percursos de vida. É esta inclusão de estratégias capazes de torná-los mais aptos, saudáveis e confiantes perante os diversos desafios da vida, que reforça a nossa presença nos seus percursos enquanto crianças e adolescentes. Isso começa com a atividade física, inicialmente de uma forma mais recreativa mas que posteriormente poderá partir para algo ainda mais consistente. Deve haver uma responsabilidade paternal acrescida por forma a tornarem a rotina dos seus filhos mais ativa, com o intuito de provocar um impacto positivo destes hábitos no sistema hormonal e consequentemente, o impacto de um sistema hormonal otimizado na vitalidade e longevidade dos indivíduos.

2.3 GH e IGF-1 no Fitness

Sabemos que com uma terapia através de hormona do crescimento é possível mudar a composição corporal, desenvolver mais massa magra e ainda assim perder gordura (Salomon et al, 1989; Binnerts et al, 1992; Hoffman et al, 1995). Nesse sentido, torna-se um recurso desejado para a comunidade do fitness, principalmente quando se trata de atletas de competição. Porém, o erro cometido por alguns praticantes, passa por aplicarem os mesmos esquemas de dosagem utilizados para tratar crianças com nanismo (Mukherjee A, Shalet SM., 2009). Crianças com défice de GH – naturalmente produzida na glândula pituitária no cérebro – requerem altas doses desta hormona para restaurar o crescimento linear (altura) assim como outros processos de desenvolvimento. Por outro lado, adultos saudáveis têm um requisito menor de somatotropina, visto que o objectivo passa por afetar a sua função no tecido muscular e na densidade óssea.

Embora esta seja uma hormona essencial ao nosso metabolismo, sobretudo para a maturação do processo de crescimento – daí o seu nome, hormona do crescimento – é também verdade que alguns seres humanos podem viver com níveis muito baixos de somatotropina. Não é o cenário ideal quando se fala de prosperidade até porque ficam submetidos a um risco aumentado de várias patologias (Chatelain P, Carrascosa A, et al., 2007). Portanto, um estado de deficiência poder estar geralmente associado a doenças cardiovasculares ou tumores de crescimento lento da glândula pituitária-adenoma. Muitas vezes, a causa é desconhecida – idiopática; As deficiências da hormona pituitária após o traumatismo craniano estão a tornar-se cada vez mais comuns à medida que a consciência dessa potencial consequência cresce. Existem também mutações que podem surgir no recetor de GH, resultando em efeitos semelhantes.

Por outro lado, há o impacto metabólico associado ao seu excesso, que pode surgir “naturalmente” ou devido a um tratamento prolongado que exceda a necessidade fisiológica do corpo. Algumas pessoas podem desenvolver um adenoma (tumor benigno) na hipófise, situação que se pode refletir em gigantismo se acontecer durante a infância, pois os nossos ossos podem desenvolver-se até do fim da puberdade; Se acontecer em idade adulta, nasce uma condição conhecida como acromegalia, visto que as pessoas deixam de crescer em altura quando há um encerramento da hipófise; Ambas as condições estão associadas a períodos de vida mais curtos; Deformidades dos ossos faciais, mãos e pés; Crescimento e disfunção de órgãos; Assim como consequências metabólicas (Mukherjee A, Shalet SM., 2009).

Por outro lado, quando esta hormona é usada de forma ilícita ou para perseguir um objetivo estético, pode colocar em causa efeitos colaterais nocivos. Muitas pessoas tentam superar as consequências do seu estilo de vida e combater os efeitos do envelhecimento, por forma a apresentarem uma aparência mais jovem e saudável. Além disso, muitos atletas e bodybuilders não conseguem reconhecer as limitações próprias de cada metabolismo e tentam de um modo imprudente coagir fisicamente o corpo para se sentirem realizados a um nível competitivo, ou mesmo prolongar a carreira após aposentadoria.

Embora não tenha sido documentado, em parte devido à falta de testes de doping para uso indevido de GH, pode verificar-se uma mudança no tamanho do calçado em certos atletas ao longo das suas carreiras profissionais. Através de fotos podemos ainda encontrar mudanças nas características faciais de alguns atletas, decorrentes ao longo do tempo (Bunderen CC, Varsseveld NC, et al., 2014). As consequências de tais abusos são muito variadas: sendo que nos casos mais extremos, pode haver aumento do dano cardiovascular, óbitos anteriores, diabetes tipo 2 em pessoas que não estão em risco, crescimento acelerado do câncer, efeitos cosméticos e abscessos relacionados à injecção (Hennessey JV, Jackson IM., 1995).

Türp JC, Lünsch H, et al. estudaram em 2010 a morte de um modelo internacional da Jeans Gess e Playmate of the Year da Playboy cuja autópsia da sua morte foi associada ao uso de hormona do crescimento em conjunto com outras drogas, das quais o topiramato. Os locais de injeção presumidos para a GH (e vitamina B-12) foram desenvolveram abscessos e áreas com tecido necrótico (morto). Topiramato é um medicamento usado para tratar a epilepsia que recentemente foi aprovado como componente de um medicamento destinado para perda de peso. Smith, sem histórico conhecido de epilepsia, usou esta droga em 2007. Com isto podemos concluir que em causa não estava a eficácia ou presença da somatotropina no relatório da autópsia, mas sim o uso por uma pessoa indisciplinada para promover uma imagem que não era sustentada pelo seu estilo de vida.

2.4 Preocupações com a saúde – componente física, psicológica e social.

Dadas as práticas de polifarmácia (utilização de drogas múltiplas) no meio da musculação profissional, é impossível isolar qualquer droga, dieta ou programa de treino específico para um colateral em concreto. No entanto, observou-se que os culturistas verificaram um aumento nos ataques cardíacos e mortes nos últimos 20 anos, de acordo com séries de autópsias. A GH pode desempenhar um papel menos positivo naqueles que usaram esta hormona como parte do seu plano químico com vista ao aprimorar físico (Carel J-C, Ecosse E, Landier F, Meguellati-Hakkas D, Kague-
lidou F, Rey G, et al).

Muitos atletas e bodybuilders, como Dennis Newman, Mike Matarazzo e Lyle Alzado, atribuíram a GH como fator das condições debilitantes que em alguns casos levaram à morte. Poucos atletas neste meio divulgam os seus protocolos de drogas, mas a cultura promove a tomada de riscos face à concorrência. Essa mentalidade “tudo ou nada” é uma tendência crescente e está presente em óbitos prematuros e ataques cardíacos entre competidores nos seus 30 e 40 anos.

Pode a somatotropina promover danos colaterais ou até a morte? Nas doses fisiológicas, é uma terapia razoavelmente segura. O tratamento a longo prazo de adultos com défice de GH não mostrou o aumento de doença cardiovascular nem de cancro, embora tumores pré-existentes possam surgir com mais frequência (Chatelain P, Carrascosa A, et al., 2007). No entanto, esta hormona possui duas propriedades relacionadas com a composição corporal que a tornam tão atraente para atletas: é capaz de promover a perda de gordura e aumentar a massa magra (Gravholt et al., 1999; Lange et al., 2002), embora os dois efeitos ocorram em diferentes intervalos de dose.

2.5 Dosagem e monitoramento HC

Como já tivemos oportunidade de perceber, a somatotropina é uma hormona baseada em proteínas e portanto, só se revela eficaz quando administrada via injeção (subcutânea ou intramuscular). A dosagem começa com base no peso do indivíduo, mas em geral resulta na administração de 1-3 UI de GH diariamente. Alguns clínicos recomendam que a administração seja feita todos os dias, ou apenas com os fins-de-semana livre de pausa, sendo que é frequente assistirmos a estudos baseados no protocolo (5 dias “ON” e 2 dias “OFF”). O feedback é monitorado através da resposta IGF-1, que não deve exceder o intervalo normal. Nesta dose, pode haver promoção da liberação de gordura das células adiposas, aumento do metabolismo e uma capacidade de cicatrização acelerada. A massa muscular não será reforçada apenas através do efeito desta droga, a menos que já exista deficiência de GH antes do tratamento. A maior capacidade de recuperação, a resposta ao treino e a composição corporal melhorada são geralmente respostas vistas como significativas e favoráveis.

Uma suplementação fisiológica de GH deve evitar os efeitos adversos da tolerância à glicose, edema, síndrome do túnel do carpo e crescimento dos órgãos internos. Os usuários de esteróides anabolizantes que combinam GH enfrentam um risco maior de hipertrofia do miocárdio e da próstata, assim como ginecomastia e pressão arterial elevada (Holt RI, Sönksen PH., 2008). Isso torna-se uma grande preocupação ao combinar as duas classes de fármaco em doses extremamente altas. Muitas vezes a barriga distendida em alguns atletas profissionais não é resultado de retenção de água, mas sim do crescimento de órgãos internos (por exemplo, fígado, intestino e rins). Embora algum tempo após a interrupção do uso deste fármaco, estes órgãos possam diminuir de tamanho para situações normais. Porém, o crescimento ósseos que resulta em alterações faciais, mãos alongadas e pés, são permanentes.

Tal como a testosterona, a GH e o IGF-1, como hormona secundária neste estudo, apresentam efeitos negativos distintos quando a dose é demasiado baixa ou muito alta. No entanto, como os efeitos anabólicos e de perda de gordura estão relacionados à dose, alguns bodybuilders optam por esta terapia hormonal mesmo sem se preocuparem com possíveis efeitos colaterais.

2.6 Processo de Envelhecimento e Terapia Hormonal

Todo o organismo multicelular possui um tempo limitado de vida e sofre mudanças fisiológicas com o passar dos anos. A vida de um organismo multicelular costuma ser dividida em três fases: a fase de crescimento e desenvolvimento, a fase reprodutiva e a senescência, ou envelhecimento. Durante a primeira fase, ocorre o desenvolvimento e crescimento dos órgãos especializados, o organismo vai crescendo e adquirindo capacidades funcionais que o tornam apto para se reproduzir. A fase seguinte é caracterizada pela capacidade de reprodução do indivíduo, que garante a sobrevivência, perpetuação e evolução da própria espécie. A terceira fase, a senescência, é caracterizada pelo declínio da capacidade funcional do organismo.

Fala-se correntemente do envelhecimento como um estado tendencialmente classificado de “terceira idade”. No entanto, o envelhecimento não é um estado, mas sim um processo de degradação progressiva e diferencial que afeta todos os seres vivos e o seu termo natural é a morte do organismo. É, assim, impossível datar o seu começo, porque de acordo com o nível no qual ele se situa (biológico, psicológico ou sociológico), a sua velocidade e gravidade variam de indivíduo para indivíduo. Assim, podemos dizer que os indivíduos envelhecem de formas muito diversas e, a este respeito, podemos falar de idade biológica, de idade social e de idade psicológica, que podem ser muito diferentes da idade cronológica (Fontaine, 2000).

2.7 Entrevista com Mr. Jeya Prakash

Numa entrevista com Mr. Jeya Prakash, podemos compreender melhor a sua perspetiva sobre a terapia hormonal face ao envelhecimento. Nascido no sul da Índia e o mais velho de nove irmãos, sonhava desde cedo em ser cirurgião, pelo que em 1978 inicia a sua carreira no Reino Unido. Especializou-se no campo da Cirurgia Estética e pela área da Age Management Medicine, princípios que seguiu para a sua própria vida nos últimos seis anos. Tendo experiência pessoal de quão eficaz é a medicina regenerativa, acredita que a oportunidade de envelhecer com saúde e beneficiar de uma vida longínqua deve ser disponibilizada para todos os que desejam. Desse modo, uma atleta que estamos a acompanhar para competir, teve oportunidade de marcar uma consulta com o Dr. Prakash – dirigiu-se até Londres para esse efeito – e conseguiu uma entrevista pessoal, que podemos ler de seguida e vem reforçar muitos dos aspetos anteriormente referidos.

1. What are the benefits of optimizing hormonal levels for a regular life?

R.: Enhance the immune system;
Improve memory and cognitive function (mental sharpness);
Reduce total body fat;
Remodel the body muscles;
Enhance sexual function;
Increase the rate of self-healing;
Boost energy and physical performance;
Reinforce body composition and strength;
Improve skin tone;
Stabilize blood pressure, cholesterol and blood sugar levels.

2. Do you consider essential nutrition and training factors for a correct hormonal therapy?

R.: Yes.

3. In your opinion, everyone should start a hormonal therapy program? What´s the correct age?

R.: Yes, it can be started at an early age but especially everyone above 40 should undergo a hormonal therapy program. It also depends on each person’s health condition. My youngest patient is a 16 years old girl with a heart condition.

4. Can we all the hormonal therapy “The source of eternal youth”? What really happens in your body when you start the program?

R.: It will not extend an individual’s life, but it will maintain the quality and maximum function throughout life. The anti-aging program will slow down the ageing process by reducing biological ageing. When you start the anti-aging program the overall quality of life will be improved.

5. What is the maximum age to use hormonal support?

R.: My youngest patient is 16 years old and there is no maximum age.

6. We can stay into a hormonal chemical support year round?

R.: You can stay on a hormonal support year round depending on the quality of the product. I only use bio identical natural hormones made in Germany with wild jam, soya bean and back of some types of trees.

3. Método

3.1 Caracterização do Estudo

Em 1993, Frederick e Ryan fizeram um estudo com 40 estudantes universitários, baseado na escala Motives for Physical Activity Measure-Revised (MPAM-R) que veio comprovar a importância da estética nas motivações dos jovens para a prática de exercício físico. Abdominais visíveis, músculos salientes, uma imagem esbelta, de força e de vitalidade, mas em que medida, essa definição muscular conseguida geralmente com a conjugação da disciplina na prática de exercício físico, associada a uma alimentação equilibrada e enquadrada num adequado suporte hormonal, pode promover maior longevidade?

3.2 Critérios de Inclusão

O estudo foi de encontro com os seguintes critérios de inclusão: a) escrita em Inglês ou Português; b) Rondomized Controlled Trials (RCTs); c) testes feitos em humanos saudáveis; d) artigos posteriores a 1980.

3.3 Apresentação de Resultados

Como se pode verificar na tabela de resultados a seguir, estes artigos foram sujeitos aos critérios de inclusão referidos na metodologia. Verificou-se que o tratamento com hormona do crescimento em idosos saudáveis, com idade igual ou superior a 60 anos, durante 1 semana e usando diferentes doses de GH, resultou num aumento da dependência de IGF-I (Marcus R, Butterfield G, Holloway L, et al., 1990). Rudman e os colegas mostraram que 6 meses de tratamento com uma dose elevada de somatotropina (0,03 mg/kg/semana por via subcutânea, 3 vezes por semana) aumentam a massa corporal magra e a densidade óssea, com diminuição da massa gorda, em homens com mais de 60 anos que tinham baixos níveis de IGF-I. A dose de GH utilizada neste estudo foi significativamente maior do que as recomendações para adultos com défice de GH, o que poderá explicar o efeito colateral observado. Resultados semelhantes foram encontrados em 1996 por Papadakis MA, Grady D, Black D, et al., que estudaram 52 homens com mais de 69 anos. Após 6 meses de tratamento com GH (0,03 mg/kg administrado por via subcutânea, 3 vezes por semana), a massa gorda diminuiu 13,1% e a massa corporal magra aumentou 4,3%. Essas mudanças, no entanto, não melhoraram a capacidade funcional na população estudada. Os efeitos positivos sobre a composição corporal também foram encontrados num estudo de 10 semanas com 18 idosos saudáveis quando o treino de força foi combinado com o tratamento com GH (0,02 mg/kg/d) (Taaffe DR, Pruitt L, Reim J, et al., 1994). Em mulheres pós-menopausa, a combinação de exercício, dieta e GH resultou na perda de gordura do tronco em vez de gordura periférica, em comparação com o grupo placebo (Taaffe DR, Thompson JL, Butterfield GE, et al., 2001). Noutro estudo mais recente, 26 semanas de tratamento com GH (0,02 mg/kg administrado por via subcutânea 3 vezes por semana) resultaram numa diminuição da gordura visceral (em comparação com a linha de base) (Muenzer T, Harman S, Hees P, et al., 2001) em homens com 65 anos ou mais; No entanto, nenhuma alteração foi encontrada em comparação com o grupo placebo. Num estudo sobre pacientes idosos desnutridos (Kaiser FE, Silver AJ, Morley JE., 1991), 3 semanas de tratamento com GH aumentaram a circunferência do músculo médio. Num estudo de 12 semanas com 17 participantes, o tratamento com somatotropina em homens idosos saudáveis, aumentou a massa corporal magra em alguns casos até 3,2 kg (Lange KH, Isaksson F, Rasmussen MH, et al., 2001).

4. Discussão

Ao longo desta análise qualitativa entre diversos estudos realizados no âmbito da terapia com hormona de crescimento, podemos observar que doses de somatotropina sintética até 0.03 mg/kg/dia têm demonstrado ser eficientes em idosos saudáveis e/ou adultos com défice de hormona do crescimento, quando o objetivo passa por ganhar mais massa muscular, desenvolver força, diminuir a percentagem de gordura e por conseguinte, melhorar a composição corporal e a condição de vitalidade (Muenzer T, Harman S, Hees P, et al., 2001).

Na entrevista que tivemos oportunidade de realizar ao Dr. Prakash, percebemos ainda que a terapia com produtos bioidênticos pode promover alguns benefícios semelhantes ao da hormona de crescimento sintética, porém salvaguardando o usuário dos malefícios existentes em doses elevadas desta terapia hormonal.

As pesquisas em causa foram efetuados entre períodos de 3 a 20 semanas, com uma média de 25 participantes de idades compreendidas em torno dos 60 anos, pelo que mais estudos serão necessários para verificar os seus efeitos a longe prazo. Porém, a curto e médio prazo há resultados positivos desde que a administração seja devidamente monitorizada por profissionais competentes.

5. Conclusão

Desde a descoberta dos péptidos da Hormona do Crescimento em 1976, vários tipos de hormonas sintéticas foram desenvolvidas, incluindo não-péptidos (GHSs) (Smith RG. Development of growth hormone secretagogues, 2005). Esta é uma terapia que requer a integridade funcional das células somatotróficas e um eixo hipotálamo-hipófise intacto (Ghigo E, Arvat E, Aimaretti G, et al., 1998). Ambas as condições estão presentes nos idosos que foram alvo de estudo. Além disso, a capacidade de libertação de GH pituitária em idosos é comparável a jovens adultos (Ghigo E, Arvat E, Gianotti L, et al., 2000). No caso do tratamento com GH, em que doses elevadas estão associadas a níveis suprafisiológicos de IGF-I.

Em geral, o uso de GH ou GHSs representa tratamento potencial ou opções para prevenção de infeções músculo-esqueléticas relacionadas com o envelhecimento. Um número considerável de perguntas permanecem sem resposta quanto ao uso de GH nos idosos, no entanto, tal como se o declínio relacionado à idade na GH fosse considerado uma desadequada mudança, prevalecem porém as preocupações de segurança sobre os potenciais efeitos colaterais da terapia com GH. São necessários futuros estudos para garantir o progresso nesta área da medicina regenerativa.

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